“Todos nós estamos dentro do mesmo problema”, diz Christian Targa sobre Sonhos da Televisão

O Cabana da música bateu um papo super bacana com Christian Targa, o Godo, guitarrista e vocalista da banda O Preço, que lançou há alguns dias o clipe Sonhos da Televisão (veja aqui), música de trabalho do compacto de mesmo nome, lançado no começo deste ano pelos selos Vertigem Discos, Neves Records e Detona Records.

Cabana da Música – Qual a mensagem de Sonhos da Televisão quer passar? Houve algum(s) fato(s) que influenciou a criação desta música e compacto?
Christian Targa – Olá amigos do Cabana da Música, desde já obrigado pelo espaço. A ideia da letra é explorar todas as inverdades que a mídia e a TV nos impõe goela a baixo, as mentiras, os falsos números, os falsos profetas, as falsas propagandas, e todos nós estamos dentro do mesmo problema, pagando as mesmas contas e discutindo sobre jogos já comprados, basicamente foi isso que me inspirou quando eu escrevi a letra.

CM – A estética do clipe, com penumbra e sombras, está diretamente ligada à letra da música, ao questionamento do punk rock?
CT – Sim o conceito do clipe era buscar algo que tivesse a ver com a letra e ao mesmo tempo lembrasse a arte do compacto, silhuetas, penumbras, e destacasse o clima da música, foi um trabalho em conjunto com o Rogério Borges na fotografia, Bocão (Dmenos Crime) e o Léo Tasil na produção, junto com a banda.

Divulgação

CM – O compacto Sonhos da Televisão é o segundo disco d’O Preço. Já existe um projeto futuro? O que os fãs podem esperar?
CT – No momento estamos compondo faixas para um próximo álbum, mas ainda sem previsão pra gravar.

CM – Christian, a Blind Pigs fez muitos sucesso nos anos 90. Existe algo da essência da banda que você trouxe ou existe algo que queira resgatar no O Preço?
CT – Sim claro, até porque se trata praticamente do mesmo estilo musical, a ideia era continuar a fazer punk rock em português, com algumas variações dentro do estilo, mas sem intensão de soar igual ou de soar totalmente diferente, apenas continuar fazendo o que eu sempre gostei de fazer. Alguns sons soam diferentes, outros talvez lembrem o blind, mas considero isso algo bom, e também é algo que está no meu DNA, já que eu fazia a maioria das músicas e melodias.

CM – Como tem sido a recepção do público ao compacto?
CT – Tem sido muito boa, apesar do compacto ser um pouco mais agressivo que o primeiro álbum. A Detona, a Neves e a Vertigem são ótimos selos e estão trabalhando muito bem a banda, somos muito gratos pelas parcerias que já conquistamos  com tão pouco tempo de banda.

CM – Sabemos que com a pandemia os eventos tiveram de ser cancelados por um tempo. O Preço já programa seu retorno aos palcos para 2022?
CT – Por enquanto plano é sobreviver e cuidar dos nossos, compor e esperar todos tomarem a vacina, apesar da saudade do público e da estrada nós não temos pressa.

Valeu pelo papo e todos que perderam um tempo aqui lendo, se cuidem, e fora bozo.
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