Sonora Fantasma fala em resistir e sonhar no álbum de estreia

Sonora Fantasma é a banda de rock alternativo autoral idealizada pelo cineasta Diego da Costa em meio à pandemia, um projeto de colagens de sons, palavras, imagens e texturas. Após os singles ‘O Provável e o Possível’ e ‘Vento do Leste’, Sonora lança o álbum ‘Adeus Mundo Véio’, com a aura punk do ‘faça você mesmo’.

O disco do Sonora Fantasma é, também, a proposta de uma ruptura com o passado recente, o desapego do modo de vida antes da pandemia, um adeus às antigas opressões para pensarmos e agirmos coletivamente por um mundo novo.

É, enfim, um ensaio para a revolução em 10 faixas sobre vida, morte, existência, cinema, arte, política e anarquismo.

O álbum foi gravado em Socorro (interior de São Paulo) no estúdio RBS e chega às plataformas de streaming pelo selo Abbey Roça. Diego ainda assina a produção ao lado de Rafael Sartori.

Adeus Mundo Véio é recomendado para fãs de Flaming Lips, Trail of Dead, David Bowie e Mutantes.

A Sonora Fantasma

Influenciado pelo rock alternativo do final dos anos 90, início dos 2000, a banda Sonora Fantasma traz nas texturas de guitarras e sintetizadores, um convite para imersão a sonoridades que despertam o lúdico.

Colagens, texturas, fragmentos, arte, possibilidades e a potência da imaginação de tempos esperançosos dão o tom do projeto idealizado pelo fazedor de filmes Diego da Costa, que já passou por bandas do interior de São Paulo como Lazo Black, Nuvens Invisíveis e Mochila de Criança.

A obra do Sonora, segundo o autor

A obra do Sonora, segundo o autor: Adeus Mundo Véio, do Sonora Fantasma, foi a forma que encontrei de expurgar toda a raiva que sinto e a necessidade de me manter são em meio ao genocídio que sofremos no Brasil.

É um grito contra a falta de imaginação. É uma resposta àqueles que, apáticos, educados dentro das normas do discurso, reproduzem as falas de almofadinhas de terno, incapazes de pensar novas possibilidades.

Arte deve ser contestadora, não conivente com uma cultura opressora, e esta é uma obra de arte em oposição ao discurso. Um álbum de rock alternativo, punk, art rock, com muitas guitarras distorcidas gritando, ora com seriedade, ora deboche, no melhor estilo brasileiro.

Acredito que a maior força que uma obra de arte possa ter hoje é a de criar novos mundos, universos, utopias, micro-utopias, metas por ora consideradas impossíveis, ou inimagináveis, pois carecemos de imaginação.

É preciso repensar o que queremos. É preciso abrir picadas para futuros possíveis. É preciso se desprender do que parece ser provável e construir coletivamente o que sequer podemos imaginar.

O futuro não está dado. Nós estamos construindo agora.

Qualquer ação é uma ação. E esse álbum é mais um ensaio para a revolução.

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