Sonora Fantasma: a estreia no alternativo brasileiro

Sonora Fantasma é projeto do músico e cineasta Diego da Costa, que neste universo da música já passou por bandas como Lazo Black, Nuvens Invisíveis e Mochila de Criança. Sonora Fantasma é sobre rock, indie, punk, e é também sobre colagens, anarquismo, arte, esperança e encontros.

A gênese do Sonora Fantasma traz texturas de guitarras e sintetizadores, um convite para imersão a sonoridades que despertam o lúdico, sugerem conforto, recortes de um passado mágico, às vezes não tão mágico, mas que pedem música para te lembrar quem você foi.

‘O Provável e o Possível’ é o nome do primeiro single, que chega às plataformas de streaming dia 8 de abril pelo selo Abbey Roça. Confira a entrevista exclusiva do Cabana da Música com  Diego da Costa!

O Sonora Fantasma nasce no dia 8 de abril com o single ‘O Provável e o Possível’,  mas, claro, todo projeto tem um background. Qual é a trajetória do Sonora até chegar à música de estreia?

A trajetória do Sonora em si, no sentido de ser pensado como um projeto mesmo, nasceu com a pandemia. Como eu estava me dedicando quase que na totalidade ao cinema, tanto pela expressão, mas também pelo meu sustento, a música acabava ficando sempre em segundo plano. Mas com a auto quarentena e a necessidade de me expressar acabei improvisando um home studio aqui em casa e passei a compor compulsivamente desde abril de 2020.

Mesmo assim eu estava compondo mais para mim mesmo. Até que comecei a mostrar umas faixas para o Vinicius da ‘godofredo’ e o Hiro da ‘Sorry For All’ e eles me incentivaram a criar uma obra pra lançar. Nesse meio tempo, também mostrei pro Rafael Sartori e ele se ofereceu pra produzir e mixar no estúdio dele em Socorro (SP).

Até então eu sempre havia tocado e composto canções em grupo. No Lazo Black havia uma troca muito grande, principalmente com Hiro, depois no Nuvens e no Mochila, bandas em que fui baixista, a gente compunha muito a partir e de improvisações e de certa forma íamos colando o que ficava mais interessante e as composições aconteciam durante meses.

‘O Provável e o Possível’, então, é o cartão de visitas do Sonora Fantasma. Por que pessoas ligadas em rock alternativo e indie devem conferir este lançamento?

‘O provável e o Possível’ condensa bem a sonoridade de tudo o que venho criando nesse momento. Tem uma letra muito profunda, que tem a ver com trabalhar o nosso estado de espírito, a nossa mente, para que não percamos as esperanças mesmo vivendo sem um governo e abandonados pela elite de rapina. É um chamado para criamos forças com aqueles que estão próximos e projetar outros futuros possíveis. O futuro não está dado, cabe a nós construí-lo, criá-lo.

Pensando na sonoridade em si, sou fã de rock alternativo desde a adolescência. Sempre ouvindo, Trail of Dead, Mars Volta, Flaming Lips, Beck, MBV, e por aí vai. Não tem muito como fugir desse universo.

Diego, você tem uma relação muito íntima também com o cinema. De que forma seu ofício de cineasta impacta no Sonora Fantasma?

Criativamente, a feitura de filmes me ensinou a conseguir organizar o caos de ideias em uma obra, sobretudo através da montagem. Além disso, fazer filmes me ensinou a ser mais resiliente, a fazer aquilo que é possível. Isso porque como artista não-herdeiro, no Brasil, estamos sempre contando com migalhas e precisamos realizar as obras com o que temos em mãos. E nem quero romantizar isso, porque cansa produzir, produzir, fazer filmes, músicas legais, que sei que muitas pessoas gostariam de ouvir, mas que não chega, pois as grandes corporações atuam aqui de forma predatória.

Toda a trajetória que tive com cinema me deu força e coragem pra fazer musica e filmes da forma como eu tenho vontade de fazer.  Porque, no fim, acredito que todo mundo seja artista. Do ponto de vista de produção, de business, mesmo, o cinema me tirou o véu de que ser artista é ser um gênio (risos).

O Sonora Fantasma nasce em meio à pandemia da covid-19 e, ao menos a médio prazo, nada de shows. Como você encara o desafio de criar uma banda neste momento, sem ainda poder ir ao palco?

O maior desafio aí é o pessoal: todas as bandas anteriores tinham como premissa tocar ao vivo, inclusive, mesmo subindo as músicas nas plataformas, a gente pouco se esforçou pra divulgar para além disso. Nós gravamos os EPs para poder tocar em casas de shows de rock e tocamos bastante, sobretudo no interior de São Paulo. Tocávamos quando podíamos, em meio a nossos trabalhos.

Agora, a Sonora nasce como uma necessidade mesmo de expurgar várias questões que eu tinha guardadas. É que eu posso criar nesse momento, com os recursos que tenho em mãos e com a ajuda e a colaboração de diversos amigos. Mas a vontade é tomar vacina e correr pra um palco junto come essa galera e fazer barulho!

Daqui em diante, o que mais o Sonora Fantasma vai lançar?

Se tudo der certo, mês que vem vamos lançar mais um single com duas participações bem maneiras e um álbum em junho. Acho que a galera vai gostar, porque não será um álbum trivial, tem elementos bem interessantes e que podem se destacar no rock alternativo brasileiro.

O Sonora Fantasma é som e também é imagem, não à toa a capa do primeiro single – O Provável e o Possível – é a fusão destes universos, confira a arte de Diego da Costa e Keila Martins:

Single do Sonora Fantasma

Capa do single do Sonora Fantasma

 

Confira novidades e fique por dentro dos lançamentos do Sonora Fantasma: https://www.instagram.com/sonorafantasma.

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