Paulinho Araújo: palavras, melodias e psicomúsica

foto de Paulinho

Paulinho Araújo, de Sergipe, prepara o lançamento de Arrudeia | Foto: Paula Carvalho

O músico sergipano autodidata Paulinho Araújo está no processo de lançamento do segundo álbum, Arrudeia, que sai dia 28 de maio. Já lançou o emblemático single Terra, que conta com a participação da própria família em algumas vozes, e ainda vem aí a música ‘Fome’, no dia 14 deste mês. Músico e psicólogo, Paulinho Araújo traz as duas frentes na sua arte, que caminha a passos firmes na Nova MPB. O Cabana da Música conversou com ele e o resultado você confere aqui.

Como foi a experiência de ter a família cantando em uma música contigo? É a primeira vez?
Foi uma experiência incrível ter minha avó de 80 anos deixando sua voz registrada para sempre no disco, assim como minha mãe, meu pai e minha esposa. No meu primeiro álbum meu pai e meu irmão mais novo participaram fazendo coro de algumas músicas. Dessa vez foi diferente, porque teve um destaque para cada voz na poesia declamada na faixa Terra.

Paulinho Araújo, Terra, a primeira música do novo disco, é bem poética e que carrega questões vividas e sentidas por, basicamente, toda a humanidade. Essa composição representa um norte deste disco?
Sim, representa muito. O meu novo álbum irá se chamar Arrudeia. Uma palavra muito usada aqui no Nordeste no sentido de dar a volta e conseguir chegar onde deseja. Terra é mãe, é nossa casa, todos nós devemos cuidar dela, cada um em seu caminho. O segundo single do disco que irei lançar se chama  ‘Fome’ que apresenta outra reflexão importantíssima, agora numa perspectiva de trazer as faltas que temos enquanto humanidade, com uma linguagem universalisante, mas que fala de uma diversidade de ‘fomes’ ou desejos. E por aí já dá para ir sentindo onde quero chegar. São conteúdos que trago de muita internalização e reflexões. Mas também terão músicas mais dançantes e ritmadas, que nos chamam para um sentir mais corporal do que racional.

Paulinho, a sua música poderia ser enquadrada como MPB, mas traz nuances de outras vertentes e possibilidades. Terra, por exemplo, é uma composição contemporânea, com muitos elementos. Como explicaria o seu trabalho atual para os nossos leitores? 
Acredito estar dentro de uma Nova MPB. Passeio por vários ritmos desde o meu primeiro disco. Uma brasilidade forte, mas com muitos elementos da world music, com instrumentação variada. Minhas influências musicais são diversas e todas atravessam com suas riquezas a construção de minha identidade musical. Então para mim é muito natural que o meu trabalho musical seja heterogêneo.

Paralelo à carreira na música, você é psicólogo. De que forma a psicologia impacta no seu modo de entender e escrever música? 
O processo de composição é algo necessário na minha vida porque é onde consigo pessoalmente externar meus processos internos através das palavras e, emocionalmente, através da melodia. No meu consultório de psicologia uma das abordagens que utilizo é a Psicomusica, onde trago esse resgate musical espontâneo ao paciente, seja através da escrita ou do processo de criação musical. Nas minhas canções gosto muito de pensar o macro, o divino da vida, questões sociais, as dores do mundo. Mas claro que também falo de mim, das minhas emoções e sentimentos.

Após ‘Terra’ e ‘Amar All’ (lançado no final de abril), terá outro single ou videoclipe antes do disco Arrudeia?
No dia 14 de maio lançarei o single  ‘Fome’ com participação da cantora Lari Lima e do poeta João Victor Fernandes. E no dia 28 lanço o disco completo, com 12 faixas. Estou preparando alguns videoclipes e lyric vídeos. O de ‘Terra’ já está disponível no meu canal do YouTube/paulinhoaraujomusica e no meu instagram @pazlinho, vou sempre atualizando minhas produções.

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