MULAMBA lança visualizers em libras

Depois de lançar mais um álbum elogiado – “Será Só Aos Ares” -, a banda MULAMBA torna suas canções ainda mais impactantes com maior acessibilidade às suas narrativas. No Setembro Azul, mês da conscientização sobre a visibilidade da comunidade surda, as artistas revelam nove visualizers com tradução em libras, já disponíveis no canal de YouTube do grupo.

Assista aos visualizers: https://bit.ly/mulambavisualizers

Os novos vídeos se unem a “Bença”, que já havia ganhado um visualizer com tradução acessível em abril, quando o single – um feat com Luedji Luna – foi lançado. Agora, MULAMBA reafirma seu compromisso com uma música diversa e inclusiva. Todo o conteúdo foi traduzido e coordenado por Jonatas Rodrigues Medeiros, da Fluindo Libras, uma produtora cultural bilíngue de arte surda e estúdio de tradução audiovisual. Cerca de metade dos intérpretes que aparecem nos visualizers são surdos.

Assista ao visualizer de “Bença”: https://youtu.be/HjsHhW2BfGA

“A importância é a de juntar o máximo possível de almas numa mesma intenção, a intenção de comunicar. A importância de agregar a diversidade é urgente e necessária para que a sociedade ‘normativa’ entenda que no mais somos todes diferentes”, explica Cacau de Sá. Além dela, a banda é formada por Amanda Pacífico, Érica Silva, Caro Pisco, Fer Koppe e Naíra Debértolis.

Ouça “ Será Só Aos Ares”: https://links.altafonte.com/ssaa

Assista ao clipe de “Lascívia”: https://youtu.be/eIINMyGcI7k 

O lançamento dos vídeos amplia o impacto de “Será Só Aos Ares”, segundo disco da MULAMBA. Desde sempre cantando as complexidades e lutas do cotidiano, a banda mostra um outro lado da sua sonoridade, incorporando elementos da música brasileira à potência do rock que guiou seu primeiro e aclamado álbum homônimo. Agora, as novas canções amadurecem estética e sonoramente a atuação de artistas que têm muito a dizer e fazem da sua arte uma oportunidade de provocar e resistir. 

Exemplo disso é a iniciativa de transformar quase todas as canções do novo disco em narrativas acessíveis. O lançamento dos visualizers em setembro mostra a importância de uma sociedade mais inclusiva, somando à pauta do mês que inclui o Dia Mundial da Língua de Sinais (10/09), o Dia Internacional da Língua de Sinais (23/09), o Dia Nacional dos Surdos (26/09) e o Dia Internacional do Surdo e Dia Internacional da Tradução e do Tradutor/Intérprete (30/09). 

“Na língua de sinais, o álbum ‘Sera Só Aos Ares’ recebe corpo, imagens e desenhos performáticos. A Libras é uma língua que explicita o que quer mostrar. As performances surdas que co-traduzem as faixas não são a tradução da letra, mas sim a tradução do corpo, sentimento, ritmo e ação do que cada palavra cantada evoca. Na língua de sinais, corpo é texto, imagem, performance, ritmo e melodia. É suavidade e fúria. A música sinalizada é expressão facial, expressão corporal, ritmo da pulsão dos sinais, explosão de dedos, encontro de braços, olhares rápidos, expressões ágeis, marcantes, mãos e seguras da imagem que se sustenta no corpo”, resume o coordenador do projeto, Jonatas Rodrigues Medeiros.

Os vídeos estão disponíveis no canal de YouTube da MULAMBA, e o álbum, nas principais plataformas, através do selo PWR Records.

Representatividade importa

Fluindo Libras é uma produtora cultural bilíngue de arte surda e estúdio de tradução audiovisual em Libras. A equipe de intérpretes, tradutores, artistas e produtores ouvintes e surdos atuam no cenário teatral, audiovisual e literário, traduzindo e produzindo conteúdo artístico em Libras. A produtora circula em diversas estéticas surdas, bilíngue e bicultural, propondo uma olhar atravessado pelos saberes surdos e o traduzir como espaço de transformação. 

Ficha técnica

Tradução/Coordenação: Jonatas Medeiros – Fluindo Libras

Intérpretes: Viviana Tatielle Rocha, Taline Dias dos Santos, Sirlene de Carvalho Matos, Rhaul de Lemos Santos, Rafaela Hoebel, Jonatas Medeiros, Gabriela Grigolom Silva, Bárbara Geovanna de Paula Valões

Direção: Leticiah Futata

Direção de Fotografia: Maju Tohme

Fotografia still: Paula Zucoloto

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