Lamento: Ancestral Diva e Dolly Piercing ressaltam representatividade em novo videoclipe

“O amor não tem gênero. E em todas as instâncias, deve ser respeitado”. Essa é a mensagem principal do novo videoclipe da banda Ancestral Diva. Lamento é uma parceria com a drag queen Dolly Piercing. A música clama pela diversidade enquanto trata-se de um hino em combate ao preconceito.

Assista o videoclipe de Lamento no Youtube

Paralelamente, Lamento ainda propõe uma reflexão sobre a forma como a sociedade pode ser oprimida pelo sistema capitalista. No videoclipe, a banda e a artista contracenam com uma animação que simula uma metrópole e conta a história de um eu-lírico que se vê exausto perante uma rotina guiada por toda a pressão de quem precisa viver para trabalhar e ainda assim, mal consegue mais do que pagar as despesas básicas. 

O vocalista da Ancestral Diva, Babo Gruppi, aponta que esse personagem recebe uma mensagem, reflete e enfim dá vazão aos seus sentimentos. “Retratamos isso porque ‘Lamento’ é justamente uma canção que exorciza o sofrimento e a tristeza que a injustiça, a opressão e a desigualdade causam”.

O baterista Saulo Ferrari frisa que o intuito do grupo é de levar a cultura LGBTQIA + para o universo do rock’n’roll.  “É um gênero que sempre abriu os braços para quem se sente fora de um um contexto social pré-determinado. Por isso, está mais do que na hora de propor a desconstrução. Afinal, o rock que eu aprendi a amar, vê a subversão e a aceitação do diferente como princípios”. 

O audiovisual tem direção de Bruno Ianni, sendo que as imagens da Ancestral Diva e de Dolly Piercing foram captadas por Donald Carlos no Estúdio Matilde, em Belo Horizonte. O chroma key foi utilizado na ocasião. 

A música, por sua vez, integra o álbum homônimo de estreia da banda. A composição também foi uma parceria entre a drag queen e o quarteto que ainda conta com o baixista Luce Lee e com o guitarrista Zé Mario Pedrosa em sua formação. 

Escute o álbum Ancestral Diva no Spotify

A Ancestral Diva está em atividade desde 2019, sendo oriunda de projetos como Tempo Plástico e The Spacetime Ripples, que majoritariamente tocavam hard rock em inglês. Hoje, com a nova banda, os músicos referenciam a música pop, o blues e até o stoner rock em meio às suas composições.

 

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