Julinha estreia carreira solo com lançamento do single “Besta pra Rir”

Um mantra dos emocionados assumidos, envolvido na mistura rítmica dançante e enérgica do côco, carimbó e embolada, é assim que a cantora e compositora baiana Julinha define “Besta pra Rir”, seu primeiro single da carreira solo. A música já está disponível em todas as plataformas digitais e o clipe acaba de ser lançado com inspiração nas memórias imateriais de sua terra natal, Riachão do Jacuípe (BA). A música tem produção assinada por Paulo Mutti e Jalmy, através do Selo Benzza Music, com distribuição da Tratore.

Foto: Divulgação

Em seu trabalho de estreia, Julinha traz referências da cultura viva da infância/adolescência em Riachão do Jacuípe, entre o aboio vaqueiro, o samba de roda e as quadrilhas de São João, a contação de histórias e as ladainhas das trezenas de Santo Antônio. A letra escrita há 5 anos também revela um pouco de sua personalidade, como conta:

“As emoções sempre mexeram muito comigo, desde criança eu escutava ‘oh menina besta pra rir’, ao mesmo tempo de ‘essa menina é uma manteiga’. Por algum tempo achei que isso poderia ser uma fraqueza e essa música veio no momento que entendi essa minha sensibilidade como um talento”,

O seu trabalho foi elaborado com base em suas influências rítmicas da cultura popular brasileira, onde ela pontua:

“é como eu gosto de me expressar: ritmo dançante, letra cativante e presença forte”.

O clipe, disponível no canal do youtube, conta com produção de inspiração rural e revela traços da sua personalidade e dos costumes presentes no interior baiano. Com roteiro escrito por Camila Ribeiro, o vídeo foi executado pela Marias Produtora e gravado na Fazenda Realeza, onde nasceu sua mãe, na zona rural de Riachão. Neste espaço, a artista repassa suas vivências ao lado da família, que participa do clipe.

Foto: Divulgação

Em sua trajetória Julinha já participou como backing vocal do grupo de Samba Junino “Samba do Vai Kem Ké“, com o Maestro Augusto Conceição à frente da banda, fez diversos shows em Salvador e cidades do interior, além de participação na SIM São Paulo de 2019, com show case na Casa Barbosa, junto à “Noite Bahia”. Como primeira formação também atua enquanto publicitária na criação de jingles que circulam por todo território baiano.

Com esse tino e compasso sempre acentuado, a artista tem aprofundado sua relação com a música no Bacharelado em Música Popular da Universidade Federal da Bahia, estabelecendo trocas musicais não apenas acerca de seu instrumento de entrada que é sua voz, mas também se aproximando cada vez mais da execução de outros, como instrumentos percussivos, cordas (cavaquinho, banjo, violão), teclado, sanfona e rabeca.

Agora em sua fase solo, seu estilo fica evidente não apenas pelas composições próprias carregadas de memórias imateriais de um lugar, como também por ceder espaço ao diferente e ao novo. Aprendeu a admirar dos mais canônicos da música popular brasileira, aos cantores anônimos de bares, músicas dançantes e “bregas”. Sua musicalidade absorve pitadas do côco, do samba duro, e da lambada. Suas letras falam das personas, maneiras e signos incrustados e redesenhados em sua memória. Julinha nos apresenta agora o resultado de uma escuta decantada, com versos marcantes e sonoridade contagiante.

O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura (Prêmio Cultura na Palma da Mão/PABB) via Lei Aldir Blanc, redirecionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal

Acompanhe Julinha

Instagram: Júlia Carvalho (@julinhacarvalho)

Spotify: Spotify – Julinha

Youtube: Julinha – YouTube

quer conhecer mais? Visite a Cabana Da Música. Siga nosso conteúdo no Instagram e no Twitter.

%d blogueiros gostam disto: