José Araújo celebra a força do povo negro no clipe de “Ciranda”

Celebrando a consciência negra, o ator e cantor José Araújo lança o clipe para “Ciranda”, faixa presente no seu álbum de estreia “Duas Ilhas”, de 2014. Gravado no Quilombo Cafundá Astrogilda, o impactante vídeo mostra o artista reverenciando seu passado enquanto reflete o futuro. A faixa volta em destaque às plataformas de streaming pelo selo Cantores del Mundo.

“Durante um longo período de carreira, eu sempre tive o incentivo de minha mãe para jamais desistir e atravessar as adversidades com a força de um leão. Por isso, faço essa homenagem em 2022 quando ela completaria 100 anos. Depois de tantas tentativas para a carreira de cantor com participações em vários programas de calouros, chega a esperança. Um dia, eu na extinta TV Excelsior esperando para cantar no Programa de Haroldo de Andrade, onde tive a nota máxima e o primeiro lugar, conheci a cantora Keila Veríssimo. Ela, impressionada com minha voz, surge com a notícia da montagem da peça teatral ‘Orfeu Negro, de Vinicius de Moraes e Tom Jobim, direção de Haroldo de Oliveira, no Renascença Clube. Ela acreditava que, por eu ser negro e com o timbre de voz forte, podia alcançar outros voos como o palco teatral. A partir daí houve uma mudança na minha vida. Foi no teatro que encontrei maior espaço para aprender e desenvolver a carreira artística. Também, a entender a luta que seria de um ator negro em busca de trabalho em uma sociedade racista e cheia de preconceitos. Mas, lembrando das palavras de coragem da minha mãe: ‘Nunca desistir!’, tive a força dela como apoio”, reflete o artista.

 

Conhecido por seu trabalho em “Xica da Silva” e “Os negros” (de Jean Genet), José fez uma carreira de respeito no teatro e recentemente esteve em “Amar é para os fortes”, de Marcelo D2 e Antonia Pellegrino. Agora ele lança o clipe para “Ciranda”, composição de Pedro Ivo Frota dedicada à memória de sua mãe em grande estilo. O cinatográfco e poético vídeo tem direção de Daniel Lobo e reflete a força e o sincretismo de São Jorge e os Orixás.

“Falar da “Ciranda”, desses encontros, e fazer homenagem à minha mãe é revisitar o passado, a minha ancestralidade. É reafirmar referências daqueles que vieram antes de mim, deixando mais que um legado. A força dos orixás que me embalam nessa minha ciranda”, conta José Araújo.

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